Operação Narco Fluxo: Polícia Federal investiga esquema de lavagem de dinheiro e prende MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e influenciador dono do Choquei
Operação Narco Fluxo: Entenda a Prisão de MC Ryan SP, Poze do Rodo e Dono do Choquei
NOTICIA
4/17/20263 min read


São Paulo, 17 de abril de 2026 – A Polícia Federal (PF) realizou na quarta-feira (15 de abril) a Operação Narco Fluxo, que resultou na prisão de 32 pessoas, incluindo os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, além do influenciador Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, e outros envolvidos no universo do entretenimento e das redes sociais.
A investigação apura a suspeita de uma organização criminosa que teria movimentado cerca de R$ 1,6 bilhão em dois anos por meio de lavagem de dinheiro, com uso de apostas ilegais (bets), rifas digitais, empresas de fachada, criptomoedas e recursos possivelmente oriundos de tráfico de drogas. A operação é um desdobramento de ações anteriores, como a Narco Bet.
Como o backup no iCloud ajudou na investigação
De acordo com informações divulgadas pela imprensa e pela própria PF, um dos elementos centrais da apuração foi a análise de um backup no iCloud de Rodrigo de Paula Morgado, apontado como operador financeiro do grupo. Os dados extraídos da nuvem, obtidos em investigação anterior, permitiram mapear transações, empresas e conexões entre os investigados.
Esses arquivos foram cruzados com relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), revelando supostas movimentações suspeitas envolvendo:
• Rifas digitais e apostas ilegais com prêmios de alto valor;
• Transferências via Pix em pequenas quantias (técnica conhecida como smurfing);
• Uso de criptoativos e remessas ao exterior;
• Empresas ligadas ao setor de entretenimento musical e eventos.
A PF cumpriu 84 mandados (entre prisões e buscas) em nove estados e no Distrito Federal, com apoio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO).
Quem foi preso e o que foi apreendido
Entre os alvos estão:
• MC Ryan SP (Ryan Santana dos Santos) — preso em Bertioga (SP). Na residência do artista, os agentes apreenderam um colar de ouro com a imagem de Pablo Escobar emoldurada pelo mapa de São Paulo, além de outros itens de valor.
• MC Poze do Rodo — preso no Rio de Janeiro.
• Raphael Sousa Oliveira (dono da página Choquei, com milhões de seguidores) — preso em Goiânia (GO). A página é conhecida por publicar notícias sobre celebridades.
• Outros influenciadores e empresários ligados ao setor, incluindo Chrys Dias (gerente de MC Ryan SP).
Durante as buscas, foram apreendidos veículos de luxo, dinheiro em espécie, joias, relógios, armas e dispositivos eletrônicos. A Justiça Federal determinou o bloqueio de ativos que podem chegar a R$ 2 bilhões.
Posição das defesas e presunção de inocência
Até o momento, as defesas dos envolvidos afirmam que os artistas e influenciadores não tinham conhecimento da origem ilícita dos recursos e que os valores recebidos eram provenientes de contratos legítimos da carreira musical e de produção de conteúdo.
Os advogados destacam que os investigados ainda não tiveram acesso integral aos autos e reforçam o princípio constitucional da presunção de inocência. Nenhum dos citados foi condenado pelos fatos investigados.
A operação continua em andamento, e novas fases podem ocorrer.
Contexto e implicações
A Operação Narco Fluxo chama a atenção para o uso do setor de entretenimento e das redes sociais em esquemas financeiros complexos. A PF investiga como a fama e o alcance de artistas e influenciadores poderiam ter sido utilizados para dar aparência de legalidade a recursos de origem questionada.
Especialistas em compliance e combate à lavagem de dinheiro apontam que casos como esse reforçam a importância de due diligence em contratos com celebridades e na promoção de rifas e apostas online.
O caso também gera debate sobre a responsabilidade de plataformas digitais e o impacto dessas investigações na indústria do funk e do conteúdo digital no Brasil.
Perguntas frequentes sobre a Operação Narco Fluxo
Qual o valor movimentado?
A investigação aponta movimentação suspeita de aproximadamente R$ 1,6 bilhão em dois anos.
O que é o backup do iCloud no caso?
Foi um arquivo de backup armazenado na nuvem de um dos investigados que ajudou a PF a conectar transações e identificar o suposto esquema.
Os artistas foram condenados?
Não. Trata-se de prisões preventivas no âmbito de investigação. Todos são considerados inocentes até decisão judicial definitiva.
O que acontece agora?
Os presos passam por audiências de custódia e a PF segue com a análise de documentos e bens apreendidos.
Fontes principais: Reportagens da CNN Brasil, G1, UOL, O Globo e comunicados oficiais da Polícia Federal.
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